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Projeto de Ancoragens Ativas e Passivas em Campina Grande

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Um erro recorrente em obras na região de Campina Grande é subestimar a variabilidade do perfil de solo. Muitas construtoras tratam o terreno local de forma homogênea, mas a cidade, situada sobre o Planalto da Borborema a 550 metros de altitude, apresenta camadas intercaladas de solos residuais maduros e solos transportados. Ignorar essa transição resulta em contenções subdimensionadas e patologias prematuras. Um projeto de ancoragens ativas ou passivas bem executado começa justamente por identificar essas nuances geotécnicas, especialmente em zonas como o bairro do Catolé ou ao longo da Avenida Floriano Peixoto, onde o topo rochoso pode ser encontrado a diferentes profundidades. Sem uma interpretação estratigráfica precisa, o carregamento dos bulbos de ancoragem pode ser comprometido antes mesmo da obra ser concluída.

A heterogeneidade do solo residual de Campina Grande exige que cada ancoragem seja dimensionada para a condição local do furo, não apenas para uma média estatística.

Como trabalhamos

Em nossa experiência no Planalto da Borborema, o que mais observamos é a dificuldade de execução em solos com alto grau de saturação durante o período chuvoso, que em Campina Grande se estende de maio a agosto. O maciço residual de gnaisse e migmatito, predominante na cidade, perde coesão rapidamente quando exposto à umidade. Por isso, o projeto de ancoragens passivas ou ativas precisa considerar a proteção contra corrosão da armadura e a injeção de calda de cimento sob pressão controlada. Utilizamos métodos de dimensionamento que seguem os critérios da ABNT NBR 5629, com verificação de estabilidade global e ruptura do maciço. Cada tirante é calculado para mobilizar a resistência ao cisalhamento na interface solo-bulbo, ajustando o comprimento livre e ancorado conforme a carga de trabalho e os dados de SPT. Para terrenos mais frágeis, o ensaio de arrancamento prévio é fundamental – e orientamos a combinar essa fase com uma sondagem SPT para calibrar o modelo geotécnico antes dos cálculos finais.
Projeto de Ancoragens Ativas e Passivas em Campina Grande
Imagem técnica de referência — Campina Grande

Contexto geotécnico local

A diferença de comportamento entre os solos do bairro do Mirante e do bairro de Bodocongó ilustra bem o risco de um projeto padronizado. Enquanto o Mirante apresenta afloramentos rochosos e solos residuais jovens com menor espessura, Bodocongó, situado em cota mais baixa, convive com solos colapsíveis e lençol freático próximo à superfície. Um projeto de ancoragens ativas que ignore o risco de colapso em Bodocongó pode sofrer recalques diferenciais severos, comprometendo a estabilidade da contenção ancorada. O mesmo se aplica às cortinas atirantadas em zonas de alta declividade, onde o fluxo preferencial da água pluvial satura o tardoz da estrutura e reduz a tensão efetiva do solo, condição crítica que a ABNT NBR 11682 exige que seja verificada nas análises de estabilidade local e global.

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Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Carga de trabalho por tirante100 a 1.200 kN
Diâmetro do furo (perfuração rotativa)100 a 200 mm
Comprimento do bulbo ancorado3 a 12 m (projetado)
Pressão de injeção da calda0,3 a 1,5 MPa
Fator de segurança mínimo (FS)1,75 (permanente) / 2,0 (provisório)
Profundidade máxima do maciço rochosoaté 25 m em zonas de encosta
Norma de referência principalABNT NBR 5629:2018

Serviços técnicos vinculados

01

Dimensionamento de tirantes ativos e passivos

Cálculo do comprimento livre e ancorado, definição da carga de incorporação e verificação da segurança ao arrancamento conforme NBR 5629.

02

Ensaios de arrancamento e recebimento

Programação e interpretação de ensaios in situ para validar a capacidade de carga do bulbo no solo residual local, ajustando o projeto em tempo real.

03

Análise de estabilidade global da contenção

Modelagem numérica considerando a interação solo-estrutura, poropressões e sobrecargas de tráfego, com foco nas condições críticas do período chuvoso.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 5629:2018 – Execução de tirantes ancorados no terreno, ABNT NBR 11682:2009 – Estabilidade de encostas, ABNT NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto (para bloco de ancoragem), ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações

Perguntas frequentes

Qual o custo médio para um projeto de contenção ancorada em Campina Grande?

O valor do projeto de ancoragens ativas ou passivas em Campina Grande varia conforme a complexidade da obra e o número de tirantes. Em geral, o investimento fica entre R$ 2.680 e R$ 10.100, dependendo do nível de detalhamento exigido e da necessidade de ensaios de campo complementares para o solo local.

Como o solo da região de Campina Grande interfere no desempenho das ancoragens?

Os solos residuais de gnaisse, predominantes no Planalto da Borborema, tendem a ser microestruturados e perder resistência com o aumento da umidade. O projeto precisa prever proteção anticorrosiva rigorosa e injeção de calda com pressão controlada para preencher as microfissuras do maciço, garantindo a aderência do bulbo.

Qual a diferença prática entre ancoragem ativa e passiva para uma obra em encosta?

A faixa de referência para este serviço em Campina Grande é R$2.680 - R$10.100. O preço final depende do escopo e volume do projeto.

É obrigatório fazer ensaio de arrancamento antes da execução dos tirantes?

A ABNT NBR 5629 recomenda fortemente os ensaios de qualificação e recebimento. Em Campina Grande, dada a heterogeneidade do solo residual, consideramos essa etapa indispensável para validar o comprimento do bulbo e a carga-limite de projeto antes da instalação em larga escala.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Campina Grande e arredores. Mais info.

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