Campina Grande cresceu sobre os tabuleiros do Planalto da Borborema, com um perfil de solo que alterna horizontes arenosos e argilosos de resistência variável. Quem projeta vias aqui sabe que a heterogeneidade do subleito exige mais do que uma simples sondagem: é preciso quantificar a capacidade de suporte com o ensaio de granulometria para entender a curva e depois partir para o CBR. A cidade, com seus 400 mil habitantes e um polo industrial em expansão, viu o tráfego pesado se multiplicar nos últimos quinze anos, o que torna o dimensionamento empírico do pavimento uma etapa crítica para evitar deformações precoces. Nosso laboratório executa o estudo CBR para projeto viário seguindo rigorosamente os procedimentos da ABNT NBR 9895, com equipe que conhece bem as peculiaridades dos solos residuais e transportados da região.
Um CBR de 4% após imersão pode inviabilizar um pavimento se não houver substituição ou estabilização do subleito.
Contexto geotécnico local
No laboratório, o conjunto que usamos inclui prensa com capacidade de 50 kN e anel dinamométrico calibrado, além de moldes cilíndricos de 152 mm de diâmetro e discos espaçadores que garantem a altura exata do corpo de prova. O que observamos em Campina Grande é que a maior fonte de erro não está no equipamento, e sim na amostragem: quando a coleta em campo não respeita a variabilidade lateral do terreno, o projetista recebe um valor de CBR que não representa o trecho mais fraco. Já vimos casos em que a diferença de suporte entre duas amostras distantes apenas 50 metros chegou a 8 pontos percentuais. O risco de subdimensionar a estrutura do pavimento por conta de uma amostragem mal distribuída resulta em trincas por fadiga e afundamentos em trilha de roda nos primeiros anos de operação, um prejuízo que se paga com recapeamentos prematuros.
Perguntas frequentes
Qual o custo de um ensaio CBR para projeto viário em Campina Grande?
O valor do ensaio CBR por ponto, incluindo a compactação Proctor correspondente, varia entre R$360 e R$730, dependendo do número de amostras e da necessidade de deslocamento até o local da obra na região metropolitana.
Em que tipo de solo o CBR costuma ser mais baixo na região de Campina Grande?
Os menores valores de CBR que encontramos estão nos solos argilo-arenosos de planície aluvial, saturados durante o período chuvoso. Nessas condições, não é raro obter CBR abaixo de 3%, o que exige substituição de material ou estabilização com cal para viabilizar o pavimento.
O ensaio CBR é feito apenas no subleito ou também nas camadas de base?
Realizamos o CBR em todas as camadas do pavimento: subleito, reforço, sub-base e base. A energia de compactação e a energia de compactação variam conforme a posição da camada na estrutura, seguindo as diretrizes do DNIT para cada caso.
Quantos dias leva para entregar o relatório de CBR depois da coleta?
O prazo padrão é de sete a dez dias úteis após o recebimento das amostras no laboratório. Esse período contempla a secagem, destorroamento, compactação, imersão de 96 horas e ruptura dos corpos de prova, além da elaboração do relatório com a curva Pressão-Penetração.