← Home · Exploração

Sondagem a Trado em Campina Grande | Investigação Geotécnica Direta

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

Campina Grande, encravada no Planalto da Borborema, expandiu-se sobre um manto de alteração cristalina que desafia qualquer cronograma de obra. A cidade, que já foi entreposto de tropeiros, hoje exige fundações bem calculadas porque o solo residual de gnaisse e granito, predominante na região do Agreste paraibano, alterna horizontes siltosos com matacões dispersos. Antes de qualquer projeto, a sondagem a trado permite retirar material dessas camadas superficiais e entender a variabilidade vertical do maciço — informação que uma simples visita de campo não entrega. Para obras maiores, complementamos com sondagens SPT quando é preciso cravar o amostrador até encontrar o impenetrável.

No Planalto da Borborema, a crosta laterítica pode esconder solo saprolítico mole: a sondagem a trado revela essa transição antes que a escavação encontre o problema.

Como trabalhamos

Em Campina Grande, muitas vezes vemos que a crosta laterítica endurecida, típica dos topos aplainados, mascara um horizonte de solo saprolítico mole logo abaixo — e isso engana até profissional experiente. A sondagem a trado, executada com trado cavadeira ou helicoidal, avança até cerca de 4 a 5 metros nos perfis mais brandos, permitindo a coleta de amostras deformadas e indeformadas a cada metro ou sempre que há mudança de coloração e textura. O trabalho segue a ABNT NBR 9603:2015, com registro contínuo da resistência à perfuração, e quando o furo encontra o nível d'água ou um matacão intransponível, registra-se a cota exata. Em áreas de encosta, onde o colúvio pode ser espesso, associamos o furo a estudos de estabilidade de taludes para não subestimar a espessura do material transportado.
Sondagem a Trado em Campina Grande | Investigação Geotécnica Direta
Imagem técnica de referência — Campina Grande

Contexto geotécnico local

O substrato cristalino do Planalto da Borborema, com gnaisses e migmatitos do Proterozoico, gera perfis de alteração erráticos em Campina Grande: a sondagem a trado pode parar a 1,5 metro em um matacão no bairro do Catolé e, 200 metros adiante, no bairro da Prata, atravessar 5 metros de silte arenoso sem oferecer resistência. Ignorar essa variabilidade leva a recalques diferenciais severos, fissuras em alvenaria e até o tombamento de muros de arrimo mal dimensionados. A presença de solos colapsíveis, comum nos terraços aluvionares do Riacho Bodocongó, agrava o risco quando a umidade aumenta na estação chuvosa. Por isso, a campanha de furos a trado deve ser densa o suficiente para mapear a geometria do topo rochoso e a espessura real do solo compressível, evitando surpresas durante a execução das fundações.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Email: contato@sondajespt.org

Vídeo explicativo

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Diâmetro do trado cavadeira100 mm (4 pol.)
Diâmetro do trado helicoidal63 a 150 mm
Profundidade máxima típica4 a 5 m (limitada pelo nível d'água ou matacão)
Intervalo de amostragem1,0 m ou a cada mudança de horizonte
Tipo de amostraDeformada (saco) e indeformada (bloco talhado)
Norma de referênciaABNT NBR 9603:2015
Registro contínuoResistência à penetração, cota do NA, consistência/compacidade

Serviços técnicos vinculados

01

Coleta de Amostras Indeformadas

Talhamos blocos no fundo do furo para ensaios de caracterização e resistência em laboratório, preservando a estrutura natural do solo residual de Campina Grande — essencial para determinar coesão e ângulo de atrito em projetos de contenção.

02

Perfilagem Litológica Expedita

Registramos a sequência de horizontes diretamente na boca do furo: espessura do colúvio, grau de laterização, transição para saprolito e profundidade do impenetrável. O perfil alimenta diretamente o modelo geológico-geotécnico do terreno.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 9603:2015 — Sondagem a trado — Procedimento, ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagens de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações

Perguntas frequentes

Qual o custo médio de uma sondagem a trado em Campina Grande?

O valor fica entre R$1.180 e R$1.800 por furo, dependendo da profundidade alcançada, da dificuldade de acesso ao terreno e da quantidade de amostras indeformadas que precisamos coletar. Em perfis com muitos matacões, o avanço é mais lento e o custo tende ao limite superior da faixa.

Até que profundidade o trado manual consegue perfurar no solo de Campina Grande?

Depende do perfil de alteração. Nos bairros sobre o planalto aplainado, onde a laterita é espessa, costumamos atingir entre 4 e 5 metros sem dificuldade. Já nas áreas próximas ao Riacho Bodocongó, o nível d'água pode limitar o furo a 2 ou 3 metros, e a presença de matacões de gnaisse pode interromper a perfuração ainda mais cedo.

A sondagem a trado substitui o ensaio SPT?

Não. O trado é uma ferramenta de reconhecimento preliminar, ideal para mapear os horizontes superficiais e coletar amostras de solo. O ensaio SPT, normatizado pela ABNT NBR 6484, fornece o índice de resistência à penetração (NSPT) em profundidade, indispensável para o dimensionamento de fundações profundas. Em projetos maiores, executamos ambos de forma complementar.

Em quantos pontos devo realizar a sondagem a trado no meu terreno?

A densidade de furos depende da variabilidade esperada do subsolo. Para um lote residencial típico em Campina Grande, três a cinco furos bem distribuídos costumam ser suficientes para detectar a presença de matacões e a espessura do solo compressível. Em terrenos maiores ou com suspeita de variação brusca do topo rochoso, aumentamos a malha para capturar a geometria real do maciço.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Campina Grande e arredores.

Ver mapa ampliado