A 550 metros de altitude no Planalto da Borborema, Campina Grande assenta sobre um complexo embasamento cristalino onde a investigação geofísica revela contrastes que a sondagem mecânica sozinha não alcança. A resistividade elétrica, executada via Sondagem Elétrica Vertical (SEV) com arranjo Schlumberger, permite identificar zonas de fraturamento em rocha, aquíferos fissurados e a profundidade do topo rochoso — informação que nenhuma perfuratriz rotativa consegue antecipar com a mesma cobertura lateral. Em terrenos onde o granito aflora a menos de dois metros e desaparece quinze metros adiante, a SEV entrega um perfil contínuo de variação da resistividade que orienta a locação de furos e a escolha do tipo de fundação antes mesmo de mobilizar equipamento de perfuração. Aplicamos a ABNT NBR 15959 como referência metodológica, ajustando os espaçamentos AB/2 até 200 metros conforme a profundidade-alvo do projeto.
A SEV revela o topo rochoso e zonas de fratura em profundidade sem perfurar — em Campina Grande, sobre granito, isso define a fundação antes do primeiro furo.
Contexto geotécnico local
A ABNT NBR 15959 estabelece que campanhas de SEV sem calibração com furo de controle podem induzir erros de interpretação superiores a 30% na profundidade do embasamento. Em Campina Grande, onde o contato solo-rocha é irregular e os solos residuais de granito apresentam matacões flutuantes com resistividades próximas às do maciço são, uma SEV não calibrada confunde bloco com topo rochoso, levando o engenheiro a especificar fundação profunda onde a rocha sã está cinco ou oito metros mais abaixo. A consequência clássica é a re-estaqueamento durante a obra, com custos que multiplicam o orçamento original de fundação. Nosso protocolo exige pelo menos um furo de sondagem mecânica na área de abrangência da SEV, e a inversão dos dados é rodada com vínculo litológico fornecido por esse furo, reduzindo a ambiguidade da solução geofísica.
Perguntas frequentes
Quanto custa uma campanha de SEV em Campina Grande?
O valor fica entre R$1.510 e R$2.610, dependendo do número de SEVs, da profundidade de investigação (AB/2 máximo) e da necessidade de caminhamento elétrico 2D complementar. Enviamos orçamento detalhado após definir a malha de pontos com o cliente.
A SEV funciona em terreno com rocha aflorante?
Sim, mas requer acoplamento galvânico com gel condutor ou bentonita nos eletrodos, já que a superfície de rocha nua oferece alta resistência de contato. Em Campina Grande, onde o granito aflora em diversos bairros, usamos eletrodos de aço inox com área de contato ampliada e verificamos a resistência de aterramento de cada eletrodo antes da aquisição.
Qual a diferença entre SEV e caminhamento elétrico?
A SEV investiga a variação da resistividade com a profundidade num ponto fixo, abrindo progressivamente os eletrodos de corrente (AB). O caminhamento elétrico mantém o espaçamento fixo e desloca o arranjo ao longo de uma linha, gerando uma seção 2D de resistividade. A SEV responde 'a que profundidade está o topo rochoso'; o caminhamento responde 'onde está o contato lateral entre dois materiais'.
Qual normativa rege o ensaio de resistividade elétrica?
Seguimos a ABNT NBR 15959, que define os procedimentos para ensaio de resistividade elétrica pelo método da eletrorresistividade, incluindo arranjos Schlumberger, Wenner e dipolo-dipolo. O relatório inclui curva de resistividade aparente, modelo de inversão e seção geofísica com escala e legenda conforme a norma.