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Ensaio SPT em Campina Grande: Investigação Geotécnica com Padrão ABNT NBR

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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A geologia de Campina Grande assenta-se sobre o Planalto da Borborema, com extensos mantos de solos residuais de granito e gnaisse. A sondagem SPT revela frequentemente horizontes de areia siltosa pouco compacta sobrejacentes a um saprolito heterogêneo. O ensaio SPT em cada furo executado registra a transição brusca do NSPT, exigindo critério na definição da cota de apoio. A presença de matacões isolados, típicos do embasamento cristalino nordestino, adiciona complexidade à interpretação. Para obras que demandam parâmetros de deformabilidade do maciço, complementamos a campanha com ensaios triaxiais executados sobre amostras indeformadas do horizonte saprolítico.

Em Campina Grande, a transição entre solo residual e rocha alterada ocorre em menos de 50 cm: o NSPT pode saltar de 8 para a impenetrável em um único metro de avanço.

Como trabalhamos

A altitude média de 550 metros da cidade impõe um regime de chuvas concentradas que satura o solo superficial entre abril e julho. A execução do ensaio SPT nesse período exige controle cuidadoso do nível d'água e do avanço da perfuração com circulação de lama. Nos bairros do Catolé e Mirante, a alternância entre camadas de areia argilosa e argila siltosa altera o NSPT em distâncias curtas, exigindo malha de investigação adensada. A norma ABNT NBR 6484:2020 é o documento de referência do laboratório. Em terrenos com histórico de corte e aterro, a campanha de sondagem SPT é precedida por poços de inspeção para reconhecimento tátil-visual do perfil antes da cravação do amostrador.
Ensaio SPT em Campina Grande: Investigação Geotécnica com Padrão ABNT NBR
Imagem técnica de referência — Campina Grande

Contexto geotécnico local

A expansão urbana de Campina Grande a partir dos anos 1970 ocupou encostas suaves e fundos de vale do Riacho Bodocongó sem critério geotécnico uniforme. Obras recentes nesses setores enfrentam solos colapsíveis e aterros mal compactados. A sondagem SPT executada sem o controle adequado da energia de cravação subestima a resistência real, levando ao superdimensionamento das fundações ou, pior, ao subdimensionamento. Nos terrenos inclinados do bairro do Alto Branco, a omissão de uma campanha de estabilidade de taludes pode expor a obra a recalques diferenciais severos. A aplicação do fator de correção da energia (ER) conforme preconizado pela prática brasileira de fundações é obrigatória no relatório final.

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Email: contato@sondajespt.org

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Norma técnica de referênciaABNT NBR 6484:2020
Peso do martelo padronizado65 kg
Altura de queda livre750 mm
Amostrador padrão (diâmetro externo)50,8 mm (tipo Raymond)
Registro de golpes por segmentoNSPT a cada 150 mm de penetração
Profundidade típica de investigação local12 a 20 metros
Identificação do nível d'águaMedição após 24h do término da perfuração
Parâmetros derivados do ensaio SPTCompacidade (areias), consistência (argilas), tensão admissível (fundações rasas)

Serviços técnicos vinculados

01

Sondagem SPT mecanizada

Perfuração com circulação de água e cravação do amostrador padrão a cada metro, com registro contínuo do NSPT e coleta de amostras deformadas para classificação tátil-visual imediata.

02

Sondagem mista com ensaio CPT

Perfil contínuo de resistência de ponta e atrito lateral em solos de baixa compacidade onde a cravação por percussão perde sensibilidade. Executamos o ensaio CPT em complemento ao SPT.

03

Coleta de indeformados para laboratório

Amostragem com cilindro Shelby nos horizontes argilosos para ensaios de caracterização completa e granulometria com peneiramento e sedimentação em laboratório acreditado.

04

Relatório de fundações com perfil integrado

Documento técnico assinado por engenheiro responsável, contendo seções geológico-geotécnicas, definição da cota de apoio e tensão admissível para sapatas ou estacas.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 6484:2020 – Execução de sondagens de simples reconhecimento, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 7250:1982 – Identificação e descrição de amostras de solos

Perguntas frequentes

Qual o custo médio de um ensaio SPT em Campina Grande?

O investimento para uma campanha de sondagem SPT varia conforme a profundidade investigada e a logística de acesso. Em condições típicas de obra na mancha urbana, o metro linear situa-se entre R$1.410 e R$1.980, incluindo mobilização, perfuração, relatório e anotação de responsabilidade técnica.

A presença de matacões inviabiliza a execução do SPT?

Não inviabiliza, mas exige interpretação cuidadosa. A cravação é interrompida quando o amostrador encontra o matacão. Deslocamos o furo alguns metros e prosseguimos com a perfuração rotativa para atravessar o bloco, retomando o SPT abaixo dele.

Quantos furos de sondagem SPT são necessários para um sobrado em Campina Grande?

A ABNT NBR 6122:2019 recomenda no mínimo três furos para edificações de pequeno porte. Contudo, em terrenos com variação lateral brusca de material — como os do bairro da Prata — a equipe técnica frequentemente especifica quatro furos para cobrir a heterogeneidade do saprolito.

O ensaio SPT fornece o nível do lençol freático?

Sim, a medição do nível d'água é obrigatória durante a execução do furo e após 24 horas do término da perfuração. Em Campina Grande, o lençol freático costuma ser profundo nos interflúvios, mas pode aflorar nos vales durante a estação chuvosa.

É possível usar os dados do SPT para dimensionar estacas escavadas?

Sim. O NSPT correlaciona-se com a resistência de ponta e o atrito lateral em estacas escavadas e hélice contínua. Aplicamos métodos consagrados como Aoki-Velloso e Décourt-Quaresma, calibrados com a prática regional de fundações no Nordeste.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Campina Grande e arredores.

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