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SAIBA MAIS →Os ensaios in situ constituem uma etapa fundamental na investigação geotécnica, permitindo a avaliação direta das propriedades mecânicas e hidráulicas do solo no seu estado natural. Em Campina Grande, cidade localizada sobre o Planalto da Borborema, a caracterização precisa do comportamento do terreno é essencial para garantir a segurança e a economicidade das obras. Estes ensaios abrangem desde a determinação do grau de compactação de aterros até a análise da capacidade de carga de fundações e a condutividade hidráulica de maciços rochosos, fornecendo parâmetros de projeto muito mais representativos do que os obtidos exclusivamente em laboratório.
A geologia local de Campina Grande é marcada pela presença predominante de solos residuais de gnaisse e migmatitos, frequentemente heterogêneos e com perfis de alteração complexos. Esta condição, típica do embasamento cristalino nordestino, exige uma abordagem investigativa robusta. A presença de matacões, camadas de saprolito com diferentes graus de decomposição e lençóis freáticos suspensos são desafios comuns. Neste contexto, ensaios como o ensaio de densidade in situ (método do cone de areia) são indispensáveis para o controle de compactação em obras de terraplenagem, assegurando que os aterros atinjam a resistência e a baixa deformabilidade necessárias para suportar pavimentos e edificações.
A execução destes ensaios na região deve obedecer rigorosamente às normas técnicas brasileiras da ABNT. A NBR 7185, que trata da determinação da massa específica aparente in situ com o emprego do frasco de areia, é a referência obrigatória para o controle de compactação. Para a verificação da capacidade de suporte de fundações diretas, a ensaio de placa de carga (PLT) segue as diretrizes da NBR 6489, sendo crucial para validar as tensões admissíveis do solo, especialmente em terrenos com histórico de corte e aterro, tão comuns na expansão urbana de Campina Grande. A normalização garante a padronização dos procedimentos, a rastreabilidade dos resultados e a confiabilidade dos laudos técnicos emitidos.
Diferentes tipologias de projeto demandam ensaios in situ específicos. Obras de infraestrutura viária, como a duplicação de rodovias e a implantação de loteamentos, dependem do controle de compactação. Edificações de médio e grande porte, como os condomínios verticais que se multiplicam no bairro do Catolé, frequentemente exigem provas de carga em placa para confirmar a capacidade do solo de fundação. Já projetos de barragens, túneis e investigações hidrogeológicas recorrem ao ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) para quantificar a condutividade hidráulica em maciços fraturados, um parâmetro vital para análises de fluxo e estabilidade de taludes.
Os ensaios in situ avaliam o solo em seu estado natural, preservando sua estrutura, tensões confinantes e umidade de campo, o que é crucial em solos heterogêneos como os de Campina Grande. Já os ensaios de laboratório são realizados em amostras deformadas ou indeformadas, podendo sofrer amolgamento, e são ideais para classificação e obtenção de parâmetros sob condições controladas.
São cruciais em três fases: na investigação preliminar, para definir o tipo de fundação e a viabilidade do projeto; durante a execução, para o controle tecnológico de compactação de aterros; e na fase de verificação de desempenho, como na realização de provas de carga estática para validar a capacidade de carga das fundações executadas.
As principais são a NBR 6489 para prova de carga em placa, a NBR 7185 para determinação da massa específica in situ pelo método do frasco de areia, e a NBR 13292 para ensaio de palheta (vane test). Para permeabilidade, embora não haja uma NBR específica para Lefranc/Lugeon, as diretrizes técnicas da ABGE são amplamente aceitas e seguidas.
A predominância de solos residuais de gnaisse, com perfis heterogêneos e presença de matacões, exige uma combinação criteriosa de ensaios. Enquanto o cone de areia é vital para aterros, o ensaio de placa é essencial para evitar recalques diferenciais em solos de alteração. Já o ensaio de permeabilidade é mandatório em maciços fraturados para projetos de contenção e drenagem.
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