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Tomografia sísmica de refração/reflexão em Campina Grande

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

Campina Grande cresceu sobre o Planalto da Borborema, onde as fundações encaram solos residuais de gnaisse e granito com espessuras que variam de poucos metros até dezenas de metros de alteração. A expansão urbana em direção aos bairros altos do Catolé e da Prata empurrou as obras para terrenos com contraste abrupto de rigidez entre a capa intemperizada e a rocha sã. A tomografia sísmica de refração/reflexão permite mapear essa transição sem depender exclusivamente de sondagens pontuais. O método entrega seções contínuas de velocidade de propagação das ondas compressionais e cisalhantes, revelando zonas de fraqueza, fraturamento oculto e topografia rochosa que comandam o comportamento das fundações profundas. Em projetos onde a presença de matações é suspeita, o ensaio sísmico complementa a investigação direta com sondagens SPT e reduz a chance de surpresas durante a perfuração.

O contraste entre solo residual e rocha cristalina no Planalto da Borborema é um dos cenários mais traiçoeiros para fundações — a sísmica de refração e reflexão entrega a geometria real do topo rochoso.

Como trabalhamos

A geologia de Campina Grande é dominada por rochas cristalinas do Complexo Gnáissico-Migmatítico, recobertas por um manto de intemperismo que em alguns pontos do bairro do Mirante ultrapassa 20 metros de profundidade. A tomografia sísmica de refração/reflexão lê esse perfil em termos de velocidades sísmicas: solos fofos ou alterados viajam ondas P entre 300 e 900 m/s, enquanto a rocha sã supera os 2.500 m/s. A nossa experiência em dezenas de levantamentos na região mostra que a sísmica de refração resolve o topo rochoso com precisão de decímetros, desde que a geometria de aquisição respeite a profundidade-alvo. Para investigar zonas de cisalhamento preenchidas com argila mole dentro do maciço rochoso, a componente de reflexão de alta resolução ajuda a imagear refletores internos que a refração simples ignora. Quando o projeto exige parâmetros dinâmicos do solo, integramos os perfis sísmicos com o ensaio CPT e obtemos o módulo de deformação máxima (G₀) diretamente da velocidade da onda S.
Tomografia sísmica de refração/reflexão em Campina Grande
Imagem técnica de referência — Campina Grande

Contexto geotécnico local

Uma obra de edifício comercial de 15 pavimentos na Avenida Floriano Peixoto ilustra bem o risco que se corre ao apoiar todo o projeto apenas em sondagens SPT espaçadas. Quatro furos indicavam topo rochoso entre 18 e 22 metros, e a fundação foi projetada com estacas hélice contínua embutidas 2 metros em rocha. Durante a escavação, três estacas encontraram rocha a 11 metros e quebraram ferramenta de corte. A tomografia sísmica executada depois revelou um paleocanal preenchido com solo alterado entre as sondagens — o topo rochoso mergulhava de 11 para 22 metros em menos de 8 metros de distância horizontal. Um levantamento sísmico prévio teria exposto essa geometria irregular e evitado a paralisação da obra. Em Campina Grande, onde o relevo ondulado esconde paleodrenagens colmatadas, a sísmica de refração e reflexão não é um luxo analítico: é salvaguarda contra imprevistos geológicos que oneram cronograma e orçamento.

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Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Profundidade de investigação típica25 a 60 m com arranjo de até 120 m
Parâmetros fornecidosVp, Vs, Poisson dinâmico, G₀, E₀
Frequência de aquisiçãoGeofones de 4,5 Hz, 10 Hz ou 28 Hz
Norma de referênciaABNT NBR 15935:2011 (ensaios geofísicos)
Número mínimo de tiros5 a 7 pontos de tiro por arranjo
Resolução vertical0,5 a 2 m dependendo do espaçamento entre geofones

Serviços técnicos vinculados

01

Aquisição com 24 canais para fundações

Arranjo sísmico de até 115 metros com 24 geofones, ideal para mapear o topo rochoso e estimar a profundidade de embutimento de estacas em terrenos do Complexo Gnáissico-Migmatítico.

02

Linha sísmica de 48 canais com ondas S

Geofones horizontais e fonte de impacto transversal para registrar ondas cisalhantes. Fornece o perfil de Vs até 40 metros, parâmetro obrigatório para análise de resposta sísmica local conforme NBR 15421.

03

Tomografia de refração 2D com reflexão de alta resolução

Aquisição multicanal com processamento conjunto de refração e reflexão. Imageia zonas de cisalhamento, fraturas preenchidas e heterogeneidades internas do maciço rochoso que afetam a estabilidade de taludes de corte na região serrana de Campina Grande.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 15935:2011 — Investigações geológico-geotécnicas — Ensaios geofísicos — Procedimento, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 15200:2012 — Projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio (parâmetros dinâmicos)

Perguntas frequentes

Qual o custo de um levantamento de tomografia sísmica de refração em Campina Grande?

O investimento para uma linha sísmica de refração com 24 canais na região de Campina Grande situa-se entre R$7.000 e R$12.140, dependendo da profundidade-alvo, do comprimento total do arranjo e da necessidade de aquisição com ondas S. Linhas maiores, com 48 canais ou processamento de reflexão de alta resolução, podem ultrapassar esse intervalo. Recomendamos solicitar uma especificação técnica prévia para que o orçamento reflita exatamente o escopo do projeto.

Qual a diferença entre sísmica de refração e sísmica de reflexão?

A refração sísmica registra ondas que viajam paralelamente à interface entre camadas e retornam à superfície com ângulo crítico — é excelente para mapear o topo rochoso e calcular velocidades de cada estrato. A reflexão sísmica captura ondas que refletem diretamente nas interfaces, como um sonar, e consegue imagear camadas mais profundas e refletores internos dentro do maciço. Em Campina Grande, combinamos as duas técnicas quando o objetivo é detectar zonas de cisalhamento preenchidas com material alterado que a refração sozinha pode mascarar.

O ensaio sísmico funciona em área urbana com ruído de tráfego?

Funciona, mas exige cuidados específicos. Em avenidas movimentadas de Campina Grande, como a Floriano Peixoto ou a Manoel Tavares, programamos a aquisição para horários de menor fluxo e utilizamos geofones de 28 Hz com pré-amplificadores que rejeitam ruído coerente. O empilhamento vertical — repetir o tiro várias vezes e somar os registros — melhora significativamente a relação sinal-ruído. A experiência local conta muito nesses casos: sabemos quais trechos exigem janela noturna e quais toleram aquisição diurna com controle de tráfego.

Em quanto tempo os resultados ficam prontos?

O prazo típico para entrega do relatório sísmico completo — incluindo seções de velocidade interpretadas, perfil geofísico com unidades geotécnicas e tabela de parâmetros dinâmicos — é de cinco a sete dias úteis após a aquisição em campo. Para projetos com urgência, fornecemos um relatório preliminar com as velocidades de primeira chegada e a profundidade do topo rochoso em até 48 horas, permitindo que o calculista de fundações avance enquanto o processamento final é concluído.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Campina Grande e arredores.

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